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ATOS - Na procissão triunfal de Cristo
Estudos nos Atos dos Apóstolos

Introdução


Como a procissão triunfal de Cristo começou:
Uma introdução ao Livro de Atos

O Senhor Jesus Cristo está vivo, pois seu corpo não permaneceu caído no túmulo. Ele verdadeiramente ressuscitou dos mortos e apareceu durante um período de quarenta dias para Seus discípulos. Em seguida, subiu ao céu para se sentar à direita do Pai, onde Ele vive e reina com Ele, na unidade do Espírito Santo - um só Deus, de eternidade a eternidade.

Desde sua ascensão ao céu Cristo vem construindo sua igreja, em silêncio e com prudência, mantendo-a, apesar de todos os poderes do mal lutando contra Deus. Sua igreja é fruto e resultado de Sua vitória sobre a cruz. Todos os atos dos apóstolos foram estabelecidos sobre o fato da completa reconciliação do homem com Deus. Todos os membros de Cristo são participantes da sua procissão triunfal. A cruz continua sendo o alicerce sobre o qual os atos de todos os apóstolos, assim como os de toda a Igreja de Cristo, são construídos.

Antes de Sua ascensão ao céu, Jesus ordenou aos Seus discípulos que esperassem a promessa do Pai em Jerusalém. Seu desejo era o de enchê-los com o poder do Espírito Santo, que, ao habitar neles, os capacitaria para propagar o evangelho de Jerusalém a Roma, a capital da cultura mundial. Assim, o mandamento de Cristo aos apóstolos para pregar ao mundo também significa o envio e o comissionamento deles. O Espírito Santo habitava neles, de modo que nenhum outro poder seria o seu ímpeto na pregação e no trabalho na igreja.

O tema dos Atos dos Apóstolos

Quem lê este livro único logo descobre que seu objetivo não é simplesmente dar registro dos atos feitos pelos apóstolos, pois, na verdade, os atos de Cristo continuaram em seus discípulos através do Seu Espírito, mesmo depois de sua ascensão ao céu. O livro fala pouco sobre os atos poderosos feitos pelos apóstolos, e quando fala, geralmente está se referindo principalmente aos trabalhos de Pedro e Paulo. A partir do capítulo 13, lemos muito pouco sobre Pedro, e neste livro não sabemos nada a respeito de sua morte. Até mesmo os ministérios de Paulo, que são referidos em detalhe, se encerram no final de sua prisão em Roma. O projeto do autor não foi precisamente descrever atos dos apóstolos em ordem cronológica e minuciosamente. Em vez disso, ele queria informar seus leitores sobre a propagação do evangelho de Cristo, e dar informações sobre a fundação e expansão da igreja de Jerusalém a Roma.

Os ministros do Senhor funcionavam como uma equipe de revezamento, com cada um passando adiante a tocha do evangelho para o outro, até que a mensagem da salvação chega à capital. Assim, o tema dos Atos dos Apóstolos é a progressão verdadeira e triunfante do evangelho da salvação, guiada pelo Cristo vivo, a partir de Jerusalém por todo o caminho até Roma.

A composição do Livro

Os apóstolos não escreveram um plano de batalha detalhado sobre a guerra espiritual em que estariam envolvidos na difusão do reino de Deus. O próprio Senhor vivo interveio pessoalmente outra vez na vida da igreja primitiva, até que no final Sua igreja foi reforçada a ponto de se espalhar, primeiro a Samaria e Antioquia, e depois a Roma. O Senhor escolheu o verdadeiro Judeu Paulo, que também falava Grego, para realizar a procissão triunfal do evangelho para Roma. Pouco tempo antes de escolher Paulo, o diácono Estêvão, juntamente com seus co-trabalhadores Gregos de origem Judaica, teve uma grande influência sobre os Cristãos de origem Judaica que haviam se instalado na Palestina. Como resultado, uma luta aberta eclodiu entre os dois partidos. Devido a isso, o Senhor reuniu seus apóstolos em conjunto, num espírito de amor, para realizar o primeiro concílio apostólico em Jerusalém (capítulo 15). Eles tinham recebido a salvação pela graça somente e rejeitaram qualquer idéia de justiça pelas obras. Com este desenvolvimento, as igrejas dos gentios tornaram-se livres de influência Judaica e das correntes da lei. O conhecimento do amor de Cristo tinha se tornado a religião do mundo, pronto para avançar em novos territórios.

Ao mesmo tempo, o próprio Senhor vivo fundou, em Antioquia, um segundo centro do Cristianismo, além do primeiro já estabelecida em Jerusalém. A propagação do evangelho começou a partir de Antioquia e se expandiu até que cobriu a Ásia Menor. Com grande poder do evangelho saltou da Ásia para o continente Europeu, passando pelas cidades Gregas e províncias, até que finalmente chegou a Roma.

O livro pode ser dividido em três partes:

A igreja primitiva em Jerusalém
(Capítulos 1-7)
A propagação do evangelho de Samaria a Antioquia
(Capítulos 8-12)
A pregação do Evangelho na Ásia Menor e na Grécia, culminando com a chegada de Paulo a Roma
(Capítulos 13-28)

Quem é o autor?

O autor deste livro não se identificou pelo nome, e ele nem nos fornece qualquer evidência clara sobre si mesmo, tendo ele próprio se considerado sem importância. No entanto, houve um acordo unânime desde o início que Lucas, o médico Grego de Antioquia, foi o autor do livro original. Ele possuía um conhecimento da exata situação a partir daquele centro do Cristianismo. Lucas também era hábil na língua Grega. Ele escreveu os seus relatórios com amor e bondade, e grafou as palavras e os discursos dos apóstolos num estilo fluente e claro. Em seu livro ele se refere a homens piedosos entre os gentios, pois, de fato, ele havia sido um deles, mesmo antes de nascer novamente através do testemunho do evangelho. Lucas encontrou Paulo em sua segunda viagem missionária e o acompanhou de Trôade a Filipos. Ele participou da pregação naquela colônia Romana e Paulo deixou-o ali para edificar e cuidar da nova igreja depois de sua partida. O apóstolo levou-o mais uma vez consigo em seu retorno a Jerusalém, onde Lucas deixou seu professor para coletar informações para o evangelho que ele iria escrever e para seu livro dos Atos dos Apóstolos. Nós achamos que Lucas freqüentemente visitou Paulo durante sua prisão em Cesaréia e daí em diante. Ele continuou com ele, serviu-lhe e ficou muito impressionado com a espiritualidade do apóstolo. Escreveu mais tarde a defesa de Paulo, enquanto em julgamento perante as autoridades Romanas. Ele não o deixou em suas longas e perigosas viagens até chegar a Roma. Os inúmeros "nós" do livro indicam onde Lucas estava com Paulo como testemunha ocular e companheiro de viagem.

Para quem o livro foi escrito

Lucas, o evangelista, escreveu claramente que seu livro sobre os atos dos apóstolos foi dedicado a Teófilo, a mesma pessoa a quem ele havia dirigido o seu santo evangelho. Lucas dedicou-lhe ambas suas obras, as quais, unidas, formavam uma obra só. Nós aprendemos algo sobre a pessoa de Teófilo em (Lucas 1:1-3). Teófilo, cujo nome significa "amado de Deus", era um homem proeminente do alto escalão do Império Romano. Sua crença em Cristo começou durante o seu serviço em Antioquia. Ele pretendia obter mais detalhes exatos sobre o desenvolvimento espiritual e histórico do Cristianismo, e queria saber como os oficiais Romanos tratavam as igrejas, se justa ou injustamente. Em que medida os princípios do evangelho seriam a base para um novo sistema mundial em desenvolvimento. Durante seu acompanhamento a Paulo, o apóstolo guiado pelo Espírito Santo, Lucas reuniu informações a partir do momento do nascimento de Cristo em Belém, até a entrada de Paulo em Roma. Ele apresentou a Teófilo esta ordem narrativa, um escrito histórico que descreve o curso do poder de Deus trabalhando na igreja. Ele queria estabelecê-lo em sua fé e dar apoio à certeza de sua crença, assim como Paulo havia dito ao carcereiro de Filipos: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa".

A Data

A chegada de Paulo em Roma foi provavelmente em 61 d.C. A situação manteve-se posteriormente preocupante, uma vez que muitos outros pseudo-evangelhos existiam na época em que Lucas escreveu seu evangelho. Assim, é provável que Lucas, o médico, escreveu o Livro dos Atos dos Apóstolos nos anos 62-70 d.C. como uma segunda parte e continuação do relato do Cristianismo iniciado no seu evangelho. Lá, ele havia escrito o evangelho após uma investigação cuidadosa, com diligência e oração. Ele havia falado com testemunhas oculares da vida de Cristo, também com Maria, mãe de Cristo, e Filipe, o diácono. Ele fez uso de fontes escritas, os textos mais importantes e os que ele considerava necessários para descrever a pessoa de Cristo, bem como seus atos. E também usou as informações coletadas para os Atos dos Apóstolos. Mais tarde, ele apresentou as duas obras a Teófilo, o governador.

Agradecemos ao Senhor Jesus Cristo com todo nosso coração porque Ele chamou esse médico Grego e guiou-o para não cessar a sua escrita até o final do seu evangelho. Além disso, Lucas ainda foi esclarecido o com o conhecimento que o Senhor vivo não iria retornar imediatamente e que a Sua palavra deveria ser pregada a todas as nações antes que Ele retorne. Tal como os doze apóstolos, juntamente com a Igreja Primitiva em torno deles, esperaram em Jerusalém para a vinda de Cristo, igualmente os Cristãos em Antioquia receberam uma visão do Espírito Santo para difundir o evangelho da salvação por todo o mundo. Eles estavam a levar a procissão do evangelho para Roma. Se Lucas não houvesse trabalhado com diligência e rigor, nunca teríamos aprendido tão precisamente como Cristo propagou o seu Reino em todo o mundo Grego. Desde então, o Senhor deu-nos, neste livro, um exemplo de pregação e de fundação de igrejas. Assim, somos capazes de aprender como o Espírito Santo renova os fiéis, leva-os ao serviço e aos triunfos em suas fraquezas. Não há lugar melhor para o treinamento e formação para os ministros do Senhor do que o estudo do livro dos Atos dos Apóstolos. Lá eles vão ver a mão do Senhor Jesus na obra, juntamente com aqueles que obedecem ao Seu chamado.

QUESTÃO:

  1. Quais foram os propósitos de Lucas em escrever o Livro dos Atos dos Apóstolos? O que você sabe sobre Teófilo?

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