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JOÃO – A Luz Resplandece nas Trevas
Um Curso de Estudos Bíblicos no Evangelho de Cristo segundo João

INTRODUÇÃO


Cristo chamou os seus discípulos para serem suas testemunhas. Ele próprio não escreveu a história de sua vida. E ele não enviou nenhuma carta para as igrejas. Mas a sua personalidade deixou uma grande impressão sobre os corações de seus seguidores, a quem o Espírito Santo levou a glorificar o seu Senhor Jesus Cristo. Eles viram em seu amor, humildade, morte e ressurreição, a glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. Enquanto os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas esclareceram os ditos e feitos de Jesus e o reino de Deus como o objectivo da sua vinda, João apresentou Jesus de modo mais íntimo e, também, seu santo amor. Por esta razão, o evangelho de João foi chamado o evangelho principal, que é a coroa de todos os livros da Bíblia Sagrada.

Quem é o autor desse evangelho?

Os Pais da Igreja no segundo século concordavam que João, o discípulo de Jesus, foi o escritor original do livro. Agora, o evangelista João citou os nomes de muitos apóstolos, mas ele nunca chegou a mencionar o nome de seu irmão, Tiago, ou nem o seu próprio, porque ele não se considerava digno de ser mencionado junto ao nome de seu Senhor e Salvador. No entanto, o bispo Irineu de Lyon, na França escreveu claramente que João, o discípulo do Senhor, que se reclinou em seu peito durante a Última Ceia, foi quem produziu este evangelho, enquanto ele estava servindo na Éfeso Anatoliana durante o reinado de o imperador Trajano (98-117 d.C.).

Alguns críticos acham que João, o escritor deste evangelho, não era o discípulo que acompanhou Jesus, mas um dos presbíteros da igreja de Éfeso, que era discípulo do apóstolo João, e que ele foi escrito depois. Esses críticos são sonhadores e eles não conhecem o Espírito da verdade, que não pode mentir, pois o apóstolo João escreveu seu evangelho na primeira pessoa, quando disse: "E vimos a sua glória." Assim, o escritor do evangelho foi uma das testemunhas oculares da vida, morte e ressurreição de Jesus. E os amigos de João foram os que adicionaram ao final do seu evangelho, dizendo: "Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas, e escreveu estas coisas, e sabemos que seu testemunho é verdadeiro" (João 21:24) . Eles enfatizaram as características de João que o diferenciava dos outros apóstolos, que são que Jesus o amava e o deixou inclinar-se sobre seu peito durante a primeira comunhão. E ele foi o único que se atreveu a perguntar a Jesus sobre o seu traidor, perguntando: "Senhor, quem é [que vai entregá-lo]?" (João 13:25).

João era jovem quando Jesus o chamou para segui-lo. Ele era o mais novo no círculo dos doze apóstolos. Ele era um pescador. O nome de seu pai era Zebedeu, e o nome de sua mãe era Salomé. Ele morava com sua família em Betsaida, às margens do lago de Tiberíades. Ele se juntou a Pedro, André e seu irmão Tiago, juntamente com Filipe e Natanael, quando eles desceram juntos para o Vale do Jordão com João Batista, que chamava o povo ao arrependimento. As pessoas correram para ter com ele, e dentre eles estava João, filho de Zebedeu, que pediu perdão e o batismo das mãos de João Batista no rio Jordão. Ele foi, possivelmente, um parente da família do sumo sacerdote Anás, porque ele era conhecido por eles e tinha o direito de entrar no palácio. Assim, ele estava próximo a uma família sacerdotal. Portanto, ele mencionou em seu evangelho o que os outros evangelistas não disseram, o que João Batista disse a respeito de Jesus, ou seja, que ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Desta forma, o apóstolo João, pela orientação do Espírito Santo, se tornou o discípulo que compreendeu o seu Senhor Jesus, quanto ao seu amor, mais do que todos os outros.

O relacionamento entre João e os outros três evangelistas

Quando João escreveu seu evangelho, os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas já haviam sido escritos e eram conhecidos da igreja por algum tempo. Os três evangelistas produziram os seus livros sobre a base de um livro original em Hebraico em que os apóstolos reuniram através das mãos de Mateus, as palavras de Jesus, de modo que elas não podiam ser perdidas, especialmente porque os anos iam se passando e o Senhor ainda não havia voltado. Muito provavelmente os atos de Jesus e os acontecimentos de sua vida foram relacionados numa coleção separada. Os evangelistas tomaram muito cuidado para transmitir esses escritos com fidelidade. Lucas, o médico, dependia de outras fontes, já que ele encontrou-se com Maria, mãe de Jesus e com diferentes testemunhas oculares. João, porém, em si mesmo, é uma fonte importante além das outras fontes citadas acima. Ele não quis repetir a notícia e ditos que eram conhecidos na igreja, mas queria acrescentar-lhes algo. Enquanto os três primeiros evangelhos declaram as obras de Jesus na região da Galiléia, apontando para uma única viagem a Jerusalém que Jesus realizou durante seu ministério, encontrando sua morte lá, o quarto evangelho nos mostra o que Jesus fez em Jerusalém antes, durante e depois de seu ministério na área da Galiléia. João testifica-nos que Jesus esteve presente três vezes na capital de seu país, onde os líderes de sua nação repetidamente o rejeitaram. E após uma crescente oposição a ele, ele foi entregue para ser crucificado. Assim, a importância de João é que ele mostrou o ministério de Jesus entre os Judeus em Jerusalém, o centro da cultura do Antigo Testamento.

O quarto evangelista não dar importância aos milagres que Jesus realizou, mencionando apenas seis deles. O que João quer esclarecer com isso? Ele declarou as palavras de Jesus no estilo daquele que diz: "EU SOU" e, desta forma, ele expôs a personalidade de Jesus. Os três primeiros evangelistas se concentraram em citar as obras e a vida de Jesus, mas João se concentrou mais em apresentar a pessoa de Jesus em sua glória diante de nossos olhos. Mas de onde João tirou tais palavras que não podem ser encontradas nos outros evangelhos e que Jesus disse sobre si mesmo? Foi o Espírito Santo que o lembrou delas depois do primeiro Pentecostes. O próprio João confessou em tempos diferentes que os discípulos não compreendiam a verdade de algumas das palavras que Jesus disse até o momento após a sua ressurreição e a descida do Espírito Santo sobre eles. Desta forma, ele percebeu mais tarde o significado das palavras de Jesus, que ele disse sobre si mesmo e que continham a frase "EU SOU". Elas são uma das características mais marcantes deste evangelho original.

João também menciona as palavras de Jesus ditas por opostos contrastantes, como luz e trevas, espírito e corpo, verdade e falsidade, vida e morte, além do que é de cima e do que é de baixo. Nós quase nunca encontramos esses contrastes nos outros evangelhos. Mas o Espírito Santo lembrou João depois de vários anos, tendo vivido na área de influência Grega, as palavras que o Senhor disse. Ele esclareceu para o evangelista que Jesus não só falou de uma forma Hebraica Semita, mas também através de frases grega para as nações.

Qual é o propósito do Evangelho de João?

João não queria expor Jesus de uma forma espiritual imaginativa ou filosófica literária, mas ele se concentrou mais do que os outros em sua encarnação, sua fraqueza e sua sede, enquanto pendurado na cruz. Ele também deixou claro que Jesus é o Salvador da humanidade e não apenas dos Judeus, porque ele é o Cordeiro de Deus que tirou o pecado do mundo. Ele declarou-nos como Deus amou toda a humanidade.

Essas coisas que referimos são um método e evidências para chegarmos ao coração e ao núcleo deste Evangelho, que Jesus Cristo é o Filho de Deus. Sua eternidade apareceu em sua temporalidade, e sua divindade em sua humanidade, e sua autoridade, na sua fraqueza. Assim, em Jesus, Deus estava presente entre os homens.

O objetivo dos esclarecimentos de João não é nos fazer conhecer Jesus de uma maneira filosófica ou mística, mas conhecer o Senhor através do Espírito Santo através da base de uma fé devota. Assim, ele fechou seu evangelho com as famosas palavras: "Estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e que, crendo, tenhais vida em seu nome" (João 20:31). A fé viva na divindade de Jesus é o objetivo do evangelho de João. Essa fé produz em nós a vida divina, santa e eterna.

Para quem o Evangelho de João foi escrito?

Este livro, repleto de declarações verdadeiras a respeito de Cristo, não foi escrito para evangelizar os incrédulos, mas ele foi escrito para edificar a igreja e para amadurecê-la no Espírito. Paulo já havia iniciado várias igrejas da Anatólia e quando ele estava preso em Roma, Pedro viajou para as igrejas desamparadas e encorajou-as. Quando Pedro e Paulo morreram, provavelmente durante as perseguições de Nero em Roma, João tomou seu lugar e viveu em Éfeso, o centro do Cristianismo na época. Ele pastoreou várias igrejas que estavam espalhados por toda a Ásia Menor. Quem lê as cartas e os segundo e terceiro capítulos de suas revelações compreende as ansiedades e os objetivos deste apóstolo, que esclareceu-nos o amor de Deus encarnado em Jesus Cristo. Ele lutou contra os crentes filosofantes que permearam o rebanho como lobos e haviam corrompido o rebanho com pensamentos vazios, regulamentação rígida e libertinagem, porque misturaram a verdade com pensamentos fúteis.

Os discípulos de João Batista também viveram na Anatólia, e honravam mais a quem chamou ao arrependimento do que a Jesus, o Salvador. Eles ainda estavam esperando o Messias prometido, pensando que ele ainda não havia chegado. Ao descrever a pessoa de Jesus, João contradisse todas essas diferentes correntes que se opunham a Cristo. Ele levantou a sua voz para depor contra os espíritos opostos, dizendo: "E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."

Parece que a maioria dos receptores do evangelho eram crentes gentios, porque João apresentou muitos detalhes da vida Judaica, detalhes, estes, que os judeus não precisavam ouvir. Além disso, João não dependeu em seu evangelho das palavras de Jesus escritas na época em língua Aramaica, traduzindo-as ao Grego como os demais evangelistas. Em vez disso, ele usou frases Gregas conhecidas em sua igreja e encheu-as com o espírito do Evangelho e testemunhou as palavras de Jesus em uma linguagem puramente Grega com toda a liberdade e sob a orientação do Espírito Santo. Assim, seu evangelho fala em simplicidade e profundidade e com maior eloquência do que todos os esforços dos mestres da retórica. Portanto, o Espírito Santo apresentou-nos neste evangelho o tesouro da verdade com simplicidade, para que cada jovem possa entender o seu significado duradouro.

Quando esse Evangelho singular foi escrito?

Agradecemos ao Senhor Jesus, que levou os arqueólogos orientalistas no Egito a encontrar há vários anos um pedaço de papiro datado do ano 100 d.C., em que algumas das frases do evangelho de João estão escritos em uma redação clara. Com esta descoberta, a longa discussão chegou ao fim e as críticas venenosas foram extintas porque as escavações revelaram que o evangelho de João era conhecido no ano 100 d.C., e não apenas na Ásia Menor, mas também no Norte de África. Não há dúvida de que ele também era conhecido em Roma. Esta verdade fortalece a nossa fé que o apóstolo João, certamente é aquele que escreveu seu evangelho, sendo cheio do Espírito Santo.

Qual é o conteúdo desse Evangelho?

Não é fácil para o homem sistematizar as Escrituras inspiradas. E é especialmente difícil se dividir o evangelho de João em partes distintas. No entanto, sugerimos o seguinte esquema:

  1. O brilho da luz divina (1:01 - 4:54)
  2. A luz resplandece nas trevas e as trevas não a compreenderam (5:01-11:54)
  3. A luz resplandece no círculo dos apóstolos (11:55-17:26)
  4. A luz vence as trevas (18:01-21:25)

O evangelista João organizou seus pensamentos em anéis interligados, como em uma corrente espiritual, em que cada anel é centrada em torno de um ou dois principais conceitos ou palavras. Os anéis não são completamente separadas umas das outras, mas seus significados, às vezes se cruzam. O pensamento Hebraico Semita de João, com sua visão profundamente espiritual, harmoniza-se com a vivacidade da língua grega em uma unidade única e gloriosa. O Espírito Santo esclarece para nós as frases do evangelho até hoje. Ficou para nós uma fonte de conhecimento e sabedoria sem fim. Quem estuda este livro intensamente se curvará diante do Filho de Deus e dedicará sua vida a ele em gratidão e louvor pele libertação eterna.

PERGUNTAS:

  1. Quem é o autor do quarto Evangelho?
  2. Qual é a relação entre o quarto evangelho e os três primeiros evangelhos?
  3. Qual é o objetivo do evangelho de João?
  4. Para quem foi escrito este evangelho originalmente?
  5. Como é possível subdividi-lo, organizando seus temas?

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