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APOCALIPSE - Eis que cedo venho
Estudos no Livro do Apocalipse
LIVRO 1 - EIS QUE VENHO EM BREVE! (APOCALIPSE 1:1 - 322) -- O Senhor Ressurreto prepara Sua Igreja para Sua segunda vinda
Parte 1.1 A INTRODUÇÃO DO APÓSTOLO JOÃO À REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO (APOCALIPSE 1:1-8)

2. A saudação aos membros da igreja grega nas igrejas da Ásia Menor (Apocalipse 1:4-6)


APOCALIPSE 1:4-6
4 João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono; 5 e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.

Logo no início da segunda introdução de seu livro, e à maneira das cartas apostólicas do Novo Testamento, João se apresenta como o autor dessa revelação aos membros gentis da igreja de pensamento helenista. Para os gregos, ele se fez de grego e adotou o arranjo dos cabeçalhos de suas cartas à maneira deles.

João foi expulso pelo conselho do município de Éfeso, a capital da província romana da Ásia, para a desértica e inabitada ilha de Patmos, no Mar Egeu. Ele se preocupava com suas novas igrejas na Ásia Menor, pelas quais serviu como pastor e patriarca.

Após a destruição de Jerusalém por Tito, em 70 d.C., o centro, crescimento e força da igreja de Jesus mudou para Éfeso por meio de Antioquia. Muitos judeus e judeus convertidos ao cristianismo, que haviam caído em descrédito pelos romanos, agora viviam espalhados por essa área, permeada pela cultura helenista. Próximo a Éfeso, diversas igrejas satélites se formaram nas montanhas e vales da Anatólia. Pelo que se sabe, havia mais de sete igrejas naquele tempo. Elas, porém, haviam se agrupado à volta das sete cidades provinciais.

João se dirigiu a todos os cristãos da província da Ásia como "as sete igrejas" porque, naquele tempo, o número sete significa "plenitude e perfeição".* Não obstante, a posterior menção de nomes para as sete igrejas não se referia a lugares fictícios. Essas igrejas realmente existiam e vieram a servir de exemplo para a condição e situação das outras igrejas circunvizinhas.

* O número sete aparece 54 vezes no livro do Apocalipse: ele representa o número de igrejas, espíritos, anjos, trovões, trombetas, chifres, olhos, taças, selos, montanhas, reis, pragas e cabeças de dragão.

O pastor expulso sentia saudades de seu rebanho órfão. Ele sofria com as dificuldades e perseguições que emergiam no continente. Ele lutou com Deus e Cristo a respeito da salvação, santificação e proteção deles no fim dos tempos que já os atingia.

Após o governo do anticristão César Nero (54 a 68 d.C.) e Domiciano (81 a 96 d.C.), João viu a crescente deificação desses Césares como uma tentação demoníaca e como um perigo mortal à jovem comunidade cristã. Ele próprio, como patriarca, havia sido expulso pelos romanos e deportado para Patmos para que suas congregações pudessem se dissolver e se desintegrar rapidamente. Tendo sido expulso e, portanto, incapacitado de intervir e de oferecer apoio, ele se preocupou com os pastores e membros da das igrejas que ficaram abandonados. Ele implorou a Jesus e a Jesus em oração para salvar, santificar e proteger suas igrejas ameaçadas.

Seu Senhor respondeu e lhe mostrou Sua presença entre as congregações que estavam sós e isoladas. Ele mostrou a João o desarrolhar d Sua salvação entre as dores do fim dos tempos, dores que são inexoravelmente necessárias para a chegada de um novo mundo, muito similar ao nascimento de uma criança. Sua graciosa revelação e garantia de finalização da salvação com o triunfo de Jesus Cristo foram para agraciar o solitário profeta com tranquilidade, força e paz.

Que a graça seja convosco: a palavra mais importante que o banido apóstolo de Jesus Cristo poderia compartilhar com suas igrejas em sua depressão e perseguição é a salvação que outros apóstolos também usaram para iniciar suas cartas do Novo Testamento: graça seja convosco!

Nem o medo da perseguição ou do juízo que há de vir, nem a pressão para se esforçar para guardar a Lei que ninguém consegue guardar é central aqui. Em vez disso, o perdão dos que infringem a lei e o recebimento dos dons gratuitos do Espírito Santo permanecem temas predominantes - um direito espiritual e fonte de força para a Igreja de Jesus de todos os tempos. Nós não vivemos mais sob a lei, tal como os judeus e muçulmanos, mas, sim, sob a graça. As velhas exigências legais foram realizadas e conquistadas por meio dos sacrifícios de Jesus Cristo, de uma vez por todas! Algo totalmente novo e jamais ouvido começou: cada e toda pessoa pode receber a completa graça de Deus sem custo algum. Isso é o oposto do que o islã, com sua auto justificação e a lei sharia de Maomé, ensina. No islã e nos ensinos de Maomé não há esperança de salvação pela graça, mas só pelo cumprimento total da lei, o que ninguém consegue fazer.

Paz convosco: o objetivo de sermos perdoados por Deus, o santo Juiz, é a paz. A ira de Deus foi satisfeita pela oferta singular e expiatória de pecados de Cristo. Quem crê Nele não será julgado. Cristo é a nossa paz. Ele envia Sua própria paz no poder do Espírito Santo. Ele nos torna portadores da paz e pacificadores em um mundo cheio de ódio, conflito e de guerra. Cristo permite que Seus salvos amem a paz. Paz reside em seus corações enquanto permanecem Nele. O Senhor sobrepujou o mundo em Seus discípulos. Eles amam a todos e fazem o que for necessário para promover a paz.

Isso é o oposto do que o islã ensina, já que a paz em Maomé se baseia em submissão, no medo de Alá e na obediência a regras políticas. O islã desconhece aquela paz no coração que excede todo entendimento humano.

Que era, e que há de vir: graça e paz não são prometidas às igrejas apenas de modo formal, mas são garantidas de forma muito real por meio do Espírito Santo. Graça imerecida e paz eterna emanam de cada uma das Pessoas divinas da Santíssima Trindade e são depositadas nos crentes ameaçados e perseguidos.

João, portanto, testemunhou sobre Yahweh, o Deus das alianças do Antigo Testamento, que nunca muda. Ele é Quem ele é. Sua fidelidade e suas promessas nunca mudam, mesmo em tempos difíceis. Ele era antes de todo o tempo, antes de Sua gloriosa criação, e retornará pessoalmente no fim dos tempos para julgar o mundo afastado de Deus.

Segundo Franz Buhl, foi a mensagem de Deus, que há de retornar para julgar, que foi o fundamento da vida do Maomé e o que levou à ascensão do islã. Compilando e realizando a sharia, que é a lei islâmica, Maomé tentou escapar do juízo vindouro de Deus. Mas tal tentativa humana de obter justificação por meio de obras é um grande erro e auto enganação.

O verdadeiro Deus sempre foi um Deus que vem (Advento), um Deus que já está "em Seu caminho", procurando e salvando o que se perdeu. Ele não quer vir julgar e destruir o mundo, mas sim salvá-lo. A nova criação brotará de Seu amor. Seu plano de salvação é norteado por um novo céu e uma nova terra, no qual habita a justiça.

Talvez por causa de orientação focada em missões com refugiados judeus e pelos muitos judeus cristãos em suas congregações, João não quis falar do Pai Celestial no início de seu livro; na verdade, ele falou do Deus Eterno, do imutável Yahweh. Talvez o vidente João também viu como o Pai velou Sua face à luz do juízo vindouro e como Ele Se revelou como o Deus juiz, irado. Os versos a seguir do Apocalipse de Jesus Cristo lançarão luz a esses mistérios.

Sete espíritos que estão diante do seu trono: após testemunhar sobre Yahweh, o imutável Deus das alianças, João menciona o Espírito Santo na forma de sete Espíritos que estão diante o trono de Deus. Deles, graça e paz fluem para as sete igrejas, tal como fluem do Deus das alianças eternamente fiel. A descrição do Espírito Santo como "sete Espíritos de Deus" é vista quatro vezes na revelação profética de Jesus Cristo (Apocalipse 1:4; 3:1; 4:5; 5:6).

O número sete é a soma de três e quatro e, segundo diversos comentarias, refere-se à Santíssima Trindade acima dos quatro pontos cardeais. Após a morte vicária de Cristo, o Espírito de Deus foi derramado sobre toda carne. Desde esse evento, Seu Espírito está por todo o mundo. Ele é onipresente e busca morar no interior de cada pessoa, cada e terra. Os sete Espíritos são o Espírito do Pai e do Filho, que está em contato constante com as sete igrejas em e à volta de Éfeso. Cada igreja deveria ser cheia com uma porção especial do Espírito de Deus.

Os sete Espíritos não agem independentemente, mas estão diante do trono do Todo-Poderoso, sempre prontos a Seu serviço. Seu podem vem da união com o Pai e o Filho. O Espírito Santo é obediente a Deus, tal como o Filho sempre é subserviente à vontade de Seu Pai. Nessa completa obediência não falta amor, mas há um acordo harmonioso com a vontade do Pai. Jesus confessou: "A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra" (João 4:34). O orgulho se põe acima do Todo-Poderoso, mas a humildade é uma só com Ele. Os sete Espíritos de Deus são Seu próprio Espírito.

Jesus Cristo, a Fiel Testemunha: a saudação de graça e paz alcança as sete igrejas não apenas da parte do Deus Pai, mas também do Espírito Santo, que se revelou como os "sete Espíritos". No fim, um perdão misericordioso é pronunciado por Jesus Cristo, que vive e reina com Seu Pai e o Espírito Santo de eternidade a eternidade.

Nessa introdução da carta, são dados três nomes e atributos significativos a Jesus Cristo, que descrevem tanto Ele quanto Sua revelação de maneira precisa. Ele é chamado de a fiel testemunha. Jesus nunca negou ser o Filho de Deus e o Rei eterno. Sua referência a Seu Pai celestial e a assertiva de Sua autoridade, mesmo quando ainda estava preso diante de seus acusadores, foram as razões pelas quais ele foi sentenciado à morte na cruz. Ele não fugiu da prisão, embora soubesse com detalhes o que Lhe aguardava. Ele permaneceu fiel a Seu chamado e a Seu Evangelho até Sua vitória final.

O Primogênito dentre os mortos: o segundo nome do gracioso Cristo é o Primogênito dentre os mortos. Jesus nasceu do Pai na eternidade, antes do tempo começar, e se tornou homem para nos salvar. Ele realmente morreu na cruz, embora o Alcorão negue este fato histórico. Jesus foi enrolado em tecido fúnebre e ungido para o enterro. Mas a morte, escrava de Satanás, não pode manter o santo e sem pecado Jesus sob suas garras. Sua vida eterna sempre está viva. Jesus venceu a morte, livrou-se de suas garras e ressurgiu com um corpo espiritual para uma nova fase de Sua vida.

A existência eterna de Cristo se tornou visível. João O descreveu como o Primogênito dentre os mortos. Ele, que sempre foi Filho de Deus, rompeu a morte para que todo aquele que nascer de novo, do Espírito Santo, possa segui-Lo em Sua glória. Nós, em nossa natureza, somos mortos em pecado e em vergonha; mas Jesus nos justificou e nos santificou para que possamos receber Sua vida e glorifica-Lo como aquele que "vivem em Sua vida." Sua morte é nossa vida e Sua ressurreição anuncia nossa própria glorificação. Ele é o primeiro entre os vivos e os mortos. Ele nos concede o direito e poder de vivermos eternamente.

O príncipe dos reis da terra: o terceiro nome de Jesus na introdução grega do Apocalipse é "o príncipe dos reis da terra". Jesus é o Senhor. Essa é a forma resumida da confissão de fé da Igreja ao longo do tempo. Em Jesus, o Deus das alianças - Yahweh - se fez homem, tal como os anjos declararam nos campos abertos de Belém: "... pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2:11). Seu poder e sua glória não são humanos, mas espirituais, divinos e velados. Tal como os raios do sol aquecem a terra em silêncio e continuamente, de igual forma o mundo vive pelo amor e paciência do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Se a Santíssima Trindade fosse removida, Satanás seria o senhor irrestrito da terra. Mas o Filho e o Senhor dos Senhores ainda mantêm Sua justiça e salvação para os habitantes da terra. Quem dá ouvidos a Ele recebe poder de cima. Quem se recusa a ouvi-Lo deve sofrer os frutos de sua própria ausência de Deus. Cristo entregará à injustiça os que continuamente trocam a verdade pela injustiça, para que se destruam pela concupiscência do seu coração. Abençoados são as pessoas que têm um governante cristão que busca governar com o temor a Deus em seu coração. Mas ai daqueles que escolhem para si um governante permissivo, sem Deus ou anticristão, porque ele será controlado, inspirado e dirigido por Satanás. Ainda assim, os governantes sem Deus ainda vivem apenas pela paciência do Filho de Deus, tal como durante os dias de João. Porém, sua falta de Deus tem limite. Cristo vence o poder desse mundo da mesma maneira que a água de um rio lenta e constantemente flui à volta das pedras no leito, tornando-as menores e as anulando até se tornarem areia. Não são os poderes mortais de nossa terra que são os verdadeiros detentores de poder, mas sim o Primogênito dentre os mortos. Seu reino não tem fim.

Àquele que nos amou: após honrar a Cristo como uma das três fontes de graça como o Senhor que reina, João começa uma exaltação e uma canção de louvor inspirada pelo Espírito. Ele chama as igrejas à volta de Éfeso: "O Senhor poderoso, Rei dos reis, nos ama, nos conhece e se preocupa conosco. Ele está conosco. Ele nunca dorme. Ele está próximo Ele agirá em nosso favor. Ele está convosco em suas dificuldades e em seu sofrimento. Ele cuida de mim em minha pobreza e quando me sinto abandonado. Não estamos sozinhos, Ele próprio vive em nós. Seu poder não tem fim." Ele garante a todos os oprimidos: "... eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mateus 28:20).

Ele lavou nossos pecados com seu sangue: o amor de Jesus Cristo foi manifestado ao nos salvar de todos os nossos pecados com Seu santo e precioso sangue, bem como em Seu sofrimento e morte inocentes na cruz. Ele pagou nosso resgate com a angústia de seu corpo torturado e o sofrimento de Sua alma. Agora somos libertos. A culpa foi posta sobre Ele para que pudéssemos ser livres. Através de suas feridas nós somos sarados (Isaías 53:3). Nossa justificação é perfeita; ela não é apenas um ideal que desejamos. Com um sacrifício, Cristo aperfeiçoou para sempre aqueles que estão sendo santificados (Hebreus 9:14, 10:14).

João reconhece o amor de Cristo e a salvação de todos os pecados, não apenas para as sete igrejas, mas também para si. Ele inclui a si mesmo nessa afirmação com a pequenina palavra "nos".

Nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai: o Espírito Santo inspirou João a reconhecer que o Senhor ressurreto nos fez reis e sacerdotes diante de Deus, Seu Pai. Com essa confissão, o patriarca deportado também inclui todos os membros da Nova Aliança na promessa de Moisés, que foi feita às doze tribos de Israel, durante a aliança no deserto (Êxodo 19:5,6). Até mesmo Pedro, em sua primeira carta, pôde proclamar esse privilégio do Antigo Testamento a todos os seguidores de Jesus Cristo (I Pedro 2:9-10).

Esse chamado, por meio de Jesus Cristo, contém uma missão, uma autorização e uma responsabilidade para que os crentes sejam "sal e luz" nesse mundo afastado de Deus. Mas essa proclamação do reino do reino de Deus não indica um exercício terreno de poder, como se vê na prática dos muçulmanos ao se submeterem a outras pessoas. Mais do que isso, esse chamado visa os verdadeiros seguidores de Jesus, o povo fiel que ora e que transmite o pleno poder da morte sacrificial de Cristo sobre sua nação. Por isso, tal como Cristo se tornou servo de todos e aceitou ser desprezado, aqueles que são chamados para serem reis e sacerdotes sob a Nova Aliança estão sujeitos ao mesmo, sem medo de poder parecer a pessoa menos importante na Igreja. Semelhantemente, eles devem estar prontos para trabalhar diligentemente para executar as tarefas menos procuradas. O exemplo de Cristo nos leva ao arrependimento.

João escreve que Jesus não nos chama para sermos reis e sacerdotes independentes; na verdade, ele nos põe diante do trono de Deus, tal como Elias uma vez percebeu que estava diante de Deus (I Reis 17:1). Até mesmo os Sete Espíritos permanecem diante de Seu trono (Apocalipse 1:4), sempre prontos a servir.

A descrição dos servos de Cristo como reis e sacerdotes diante de Deus nos garante que nós, como seus seguidores, podemos nos aproximar Dele. Nós somos chamados, em nossa submissão à vontade de Pai e na companhia do Espírito Santo, para manifestar a salvação de Jesus Cristo. Isso está de acordo com o escrito do apóstolo Paulo, onde ele nos descreve como cooperadores de Deus (I Coríntios 3:9). No alcorão, apenas poucos espíritos e indivíduos são descritos como estando próximos de Deus (Sura 56:10-26). Mas João tinha mais conhecimento: todos os que são reconciliados por meio do sangue do Cordeiro são aproximados de Deus pelo poder o Espírito Santo.

Deus e seu Pai: o ápice dessa saudação é quando João descreve o Pai de Jesus Cristo pela primeira vez. Podemos ler duas vezes no Apocalipse que Deus é o Pai de Jesus (Apocalipse 1:6; 14:1). Jesus chama o Todo-Poderoso de "Meu Pai" três vezes (Apocalipse 2:28; 3:5,21). Com profundo respeito e amor, o apóstolo revela o mistério que lança luz ao relacionamento que Deus tem com Jesus: no Filho, a plenitude do Deus Pai habita corporalmente (Colossenses 1:10, 2:9). Não obstante, Jesus se humilhou completamente diante de Seu pai no céu e disse que o Filho não pode fazer nada por Si só (João 5:19,30). Em seu discurso de despedida, ele disse: "... As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras" (João 14:10).

A unidade do Deus Pai com o Filho está acessível a todos os que se deixam tomar pela humildade, amor e reverência a Jesus. O amor verdadeiro nunca é desrespeitoso. Jesus nasceu de Seu Pai em amor (João 16:32; 17:26).

A rejeição que ocorre 18 vezes no alcorão de Deus como Pai e de Cristo como Filho pode ser compreendida quando Maomé acha que os cristãos criam que Alá havia se deitado com Maria e gerado Jesus nela. Mas nenhum cristão acredita nessa bobagem blasfema. A concepção de Cristo na virgem Maria aconteceu espiritualmente, não biologicamente.

A ele glória e poder: após proclamar os fundamentos básicos de nossa fé, João realiza seu primeiro louvor a Deus no contexto dessa revelação. De forma figurativa, ele largou a coroa que havia recebido como rei e sacerdote diante do Deus Exaltado, atribuindo a Ele toda honra e poder.

O vidente em Patmos proclama que toda glória vem de Deus e é para Ele, tão somente Ele. No Antigo Testamento, a glória de Yahweh é entendida como a soma de todos os Seus atributos, nomes e poderes, tal como a glória do sol, que se dá pela soma de seus inumeráveis raios de luz. Quem é atingido por um único raio da glória e do amor de Deus não consegue deixar de louvá-lo em gratidão. Quem anda na luz e permanece na luz também aprende a amar seus irmãos, tal como Deus nos ama (I João 1:5-7). A glória de Deus foi manifesta em Jesus e em Seu amor sem fim. É r isso que João proclama: Toda glória vem de Deus, existe em Deus e retorna a Deus.

O Pai e o Filho, em sua glória imensurável, também são dignos de todos domínio e poder. À luz disso, nosso Deus não é um governante arbitrário que explora e destrói Sua criação. Ele sempre permanece o Redentor e Príncipe da Paz que preferiu morrer na cruz em nosso lugar para que nós, injustos, possamos viver com Ele justificados. O poder de Deus é um grande poder salvador. Quem fecha sua mente para Sua onipotência resiste à força elementar do universo. João manteve e proclamou o poder absoluto do Pai, Filho e do Espírito Santo - para ontem, hoje e para sempre, mesmo em meio ao sofrimento e às perseguições.

Amém: o apóstolo João termina suas palavras de adoração com um 'Amém', confirmando a verdade de cada uma das palavras de sua introdução. Nos versos 4 a 6 ele reconhece sua fé e seu amor para que todos possam saber quem ele é: alguém que foi perdoado pela paz do Deus triuno, alguém que livremente compartilha essa graça e paz a todos leem e que guardam em seus corações essa revelação de Jesus Cristo.

ORAÇÃO: Pai Celestial, te exaltamos porque Seu servo João nos testificou em Seu nome e pelo poder do Espírito Santo, e nos garantiu que Jesus nos ama e que nos lavou de nossos pecados e nos capacitou para serviços espirituais diante de Tua face. Adoramos a Ti e a Seu filho, o Deus Único, porque toda glória e autoridade a Ti pertencem para todo o sempre. Amém.

PERGUNTA:

  1. Como o apóstolo João preparou os membros gregos de suas igrejas?

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